Cerca de 15% da população é formada por beduínos nômades ou seminômades, mas essa proporção tende a diminuir em função do desenvolvimento agrícola e do surgimento de novas atividades ligadas à indústria do petróleo.
Há cidades antigas, como Djeda, Medina e Meca, capital espiritual do islamismo. Riyad, a capital política, é moderna, embora conserve traços antigos. A língua oficial é o árabe, e a religião, o islamismo, sendo proibida a entrada de não-muçulmanos nas cidades sagradas de Meca e Medina. A afluência anual de peregrinos é de 100.000 a 500.000, o que faz do turismo a segunda fonte de renda do país.
Sociedade e cultura
A sociedade saudita conserva até a atualidade a tradicional divisão em nômades, aldeões e habitantes das cidades, dentro de uma estrutura tribal comum, baseada na linhagem patrilinear. Apesar disso, a modernização econômica e a urbanização decorrentes da exploração do petróleo trouxeram importantes mudanças para a composição social e as formas de vida do povo saudita.
A riqueza advinda do petróleo permitiu o estabelecimento de um sistema educativo gratuito em todos os níveis. Os índices de analfabetismo, tradicionalmente altos, diminuíram de modo significativo. A primeira universidade foi fundada na capital, em 1957; na década de 1960, instalaram-se outras em Djeda e em Medina.
Foi implantado um sistema de saúde com hospitais e serviços médicos móveis para atender à população aldeã e nômade. Criaram-se também postos de educação sanitária.
A tradição nômade e islâmica do povo saudita determina toda a atividade cultural do país, fechado a influências externas. Os estudos religiosos, baseados na ortodoxia wahabita, são à base da atividade intelectual. O wahabismo proíbe espetáculos públicos, mas as mudanças econômicas e sociais favoreceram a divulgação de novas idéias e manifestações artísticas.
A Arábia Saudita é um reino de caráter absolutista e teocrático. A ordem do estado se baseia na lei religiosa do Islã (charia), base do direito civil e penal. O rei concentra os poderes executivo, legislativo e judiciário e sua autoridade se estende ao campo religioso, pois o monarca é também o imã (chefe religioso). Um conselho consultivo, formado pelo conselho de ministros e pela família real, mais os ulamas (sábios religiosos) assessoram o rei em suas decisões políticas.
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