A língua oficial e mais falada na Áustria é o alemão. Outros idiomas são usados por minorias: o servo-croata e o húngaro em Burgenland, o esloveno no sul da Caríntia e o tcheco em alguns pontos de Viena. De um modo geral, o alemão austríaco é considerado mais brando e melodioso que o da Alemanha. O dialeto falado no oeste, particularmente no Vorarlberg, é parecido com o da Suíça, e o do leste é semelhante ao da Baviera. A grande maioria da população é católica. Existem também judeus e protestantes.
Desde a segunda metade do século XV a taxa de natalidade e a expectativa de vida mantiveram-se em crescimento constante.
Paralelamente, aumentou a urbanização e verificou-se um deslocamento cada vez maior da atividade econômica da agricultura para a indústria e o setor de serviços, sobretudo nos estados ocidentais. O quase completo extermínio da população judia vienense, durante o período nazista, teve uma contrapartida demográfica na imigração para Viena de grandes contingentes da população do campo e de refugiados da Europa oriental.
Nas últimas décadas do século XX, mais da metade dos austríacos viviam nas cidades. Viena reunia aproximadamente a quinta parte da população total.
Graz, segunda cidade em tamanho, é o principal núcleo de comunicação com os países balcânicos, enquanto Innsbruck permanece como centro de toda a região ocidental. Salzburgo, terra de Mozart, ganhou fama mundial por seus festivais de música e seus monumentos barrocos. Linz é um dos centros industriais mais importantes do país. Klagenfurt acha-se na encruzilhada dos caminhos para a Itália e a Iugoslávia.
Sociedade:
Superados os difíceis anos do pós-guerra, o nível de vida dos austríacos experimentou notável elevação a partir de 1966. Para tanto, muito contribuiu a política de entendimento entre o governo, os sindicatos e as organizações empresariais, tendente a evitar greves e lock-outs. Os representantes dos diversos setores econômicos e do poder político têm atuado de maneira coordenada para conter o desemprego e controlar a inflação.
Os austríacos gozam de um amplo sistema de previdência social, que cobre praticamente toda a população e oferece três tipos principais de benefícios, além de assistência médica: seguro contra acidentes e desemprego, auxílio-maternidade e pensões por aposentadoria. É a educação, porém, um dos maiores trunfos do país. Desde 1862 tornou-se obrigatória a escolarização dos 6 aos 14 anos de idade, ampliada para nove anos a partir de 1962. Desde 1972 todos os livros escolares são gratuitos. As universidades da Áustria incluem-se entre as mais antigas de língua alemã. A de Viena foi fundada em 1365.
Cultura:
A Áustria é herdeira de longa tradição cultural, que no caso da arquitetura e da poesia remonta à Idade Média, e no da medicina aos séculos XVIII e XIX. Terra de extraordinário folclore musical e de compositores como Joseph Haydn, Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Schubert e inovadores como Arnold Schönberg, Alban Berg e Anton von Webern (Escola de Viena), ou de um criador de valsas como Johann Strauss o Moço, ainda atraiu para seu meio outros gigantes e intérpretes de todos os tempos como Ludwig van Beethoven, Johannes Brahms, Gustav Mahler.
Ali também teve início uma das mais importantes tendências da filosofia contemporânea, o neopositivismo do chamado Círculo de Viena, e consolidou-se a mais profunda perspectiva das ciências humanas, a psicanálise dos vienenses Sigmund Freud, Alfred Adler e Otto Rank.
Na literatura, há autores de língua alemã peculiarmente austríacos, como os dramaturgos Franz Grillparzer e Johann Nestroy, o escritor Arthur Schnitzler, ou expressionistas como o próprio Franz Kafka, que, nascido em Praga, morreu perto de Viena, e o poeta George Trakl. Na pintura moderna, é hoje célebre em todo o mundo o também expressionista Oskar Kokoschka, e o vienense Gustav Klimt retratou a mulher e o amor com um colorido delirante.
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