sábado, 29 de março de 2008

4.1.3 - Economia da África do Sul

Com base em uma economia de mercado, a África do Sul conseguiu uma das maiores rendas per capita do continente africano. Tornou-se o maior produtor de ouro do mundo e o segundo de diamantes. A indústria de mineração como um todo (platina, amianto, cromo, urânio etc), representando quase metade da extração de todo o continente, formou a base da prosperidade do país.

A legendária riqueza do subsolo sul-africano apresentou no entanto uma falha: o petróleo. O governo montou instalações para obtê-lo do carvão ou sob águas profundas, mas encontrou dificuldades para viabilizar economicamente essas operações. A maior parte da energia elétrica era obtida a partir do carvão, que existia em abundância.


A riqueza de recursos naturais permitiu um crescimento constante durante décadas, apesar das tensões políticas. A partir da segunda guerra mundial, a indústria sul-africana experimentou um crescimento acelerado. Implantaram-se instalações petroquímicas e siderúrgicas, fábricas alimentícias e têxteis. Desenvolveram-se os setores industrial e agrícola, graças à mão-de-obra barata proporcionada pela população negra e ao elevado nível tecnológico alcançado pela minoria branca.

Contudo, devido à irregularidade e escassez de chuvas, a produção agrícola continua sujeita a acentuadas oscilações. Os produtos mais importantes são a cana-de-açúcar, o milho e o trigo. As melhores terras do país pertencem aos brancos, mestiços e indianos, que praticam cultivos altamente racionalizados. Já a população negra foi impedida de possuir terras, exceto nas reservas negras, chamadas bantustans, superpovoadas e pouco férteis, onde se pratica uma agricultura de subsistência que não basta para manter a população.

As duas regiões agrícolas produtivas são a baixada a sudoeste do Cabo e a porção leste. Na primeira cultiva-se o trigo, vinhas, maçã, pêra, ameixa, pêssegos e damascos. Na segunda predominam o milho, alimento básico do país, a cana-de-açúcar, frutas cítricas e subtropicais.

Graças à irrigação, o cultivo do trigo obteve bons resultados no Transvaal. Tornaram-se importantes ainda o tabaco, o algodão, o amendoim, a batata e o sorgo. O maior rebanho é o de ovinos, principalmente no Cabo. Segue-se o de bovinos, distribuídos entre o Cabo e o Transvaal. Quase todos esses produtos participam da pauta de exportação da África do Sul.

Os poucos bosques existentes, de eucaliptos, pinheiros e acácias, foram quase todos produtos de reflorestamento. A pesca, muito abundante nas águas frias da costa ocidental e da Namíbia, destina-se em sua maior parte à exportação.


As quatro rodovias principais ligam Messina a George, Cidade do Cabo a Durban, Johannesburgo a Durban e Pretória a Komatipoort, na fronteira com Moçambique. A rede ferroviária sul-africana, tanto a de carga quanto a de passageiros, desenvolveu-se de forma extraordinária. Constituíram-se também grandes portos marítimos, entre eles o de Durban, Cidade do Cabo, Port Elizabeth e East London. Os aeroportos internacionais de Johannesburgo, Cidade do Cabo e Durban, juntamente com um grande número de aeroportos de menores dimensões, asseguram as ligações aéreas.

As sanções internacionais por causa do apartheid decretadas pela comunidade internacional representaram um sério revés econômico. Além do turismo, essas medidas afetaram a exportação e a importação, e grandes empresas estrangeiras retiraram-se do país. Somente no final do século XX a situação começou a se normalizar.

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