Geologia e relevo:
O relevo búlgaro é dominado por duas cadeias montanhosas paralelas, orientadas de oeste para leste, que cortam o país da fronteira com a Iugoslávia até o mar Negro. Entre ambas se estende uma região de planícies e extensos vales, a antiga Trácia, onde se acham as principais fontes de riquezas e as maiores concentrações demográficas do país.
A cadeia montanhosa que confina a Trácia pelo norte é a Stara Planina, ou cordilheira dos Balcãs, cuja largura não chega a cinqüenta quilômetros, mas que em alguns lugares atinge mais de dois mil metros de altura (Botev, 2.376m; Triglav, 2.276m).
No sul do país, os Antibalcãs formam paisagens montanhosas de estrutura complexa e em geral mais elevadas que os Balcãs. Constituem a fronteira com a Iugoslávia e com a Grécia. O maciço de Vitosha, a pouca distância de Sofia, alcança 2.290m, enquanto o ponto culminante, o pico Musala, com 2.925m, fica na cordilheira de Rila. A cordilheira de Pirin atinge 2.914m no pico de Vikhren, e os montes Ródope, 2.191m no Goliam Perelik. Ao norte dos Balcãs, o terreno baixa em suave declive para as margens do Danúbio, que corre paralelamente à cordilheira, a cerca de cem quilômetros ao norte.
Climatologia:
Na maior parte da Bulgária, o clima é do tipo continental, e invernos rigorosos, com nevascas freqüentes, alternam-se com verões tórridos.
Na planície da Trácia, é sensível a influência do Mediterrâneo e nas proximidades do mar Negro o clima torna-se mais ameno. As precipitações nas planícies são modestas (entre 400 e 600 mm anuais), enquanto nas montanhas chegam a mais de 1.200mm, muitas vezes com neve. A máxima freqüência de chuvas é na primavera.
Os verões quentes permitem o cultivo de espécies semitropicais, como o algodão e o arroz. O rigor do inverno, porém, dificulta o crescimento de espécies mediterrâneas, como a oliveira, que só é abundante nas costas do mar Negro.
Hidrografia:
O território da Bulgária divide-se em quatro grandes bacias. Ao norte dos Balcãs, numerosos rios com amplos vales transversais à cordilheira são afluentes do Danúbio. Todos nascem na cadeia Balcânica, salvo o Iskur, que, oriundo do maciço de Rila, alcança a depressão onde está a capital do país e atravessa as montanhas por um estreito vale, até chegar à planície do Danúbio.
Entre os Balcãs e os Antibalcãs, a planície da Trácia é banhada pelo Maritsa e seus afluentes, dos quais o mais caudaloso é o Arda, que recolhe suas águas da vertente setentrional dos montes Ródope. Ambos os rios se unem na fronteira da Grécia com a Turquia, antes de desembocar no Mediterrâneo. Cavando seus vales nos Antibalcãs, o Struma e o Mesta rumam para o sul, até desaguar na costa grega do mar Egeu. Vários rios menores lançam-se diretamente no mar Negro.
Flora e fauna:
Bosques de coníferas cobrem uma terça parte do território búlgaro, sobretudo nas zonas montanhosas, enquanto uma vegetação de estepe, semelhante à russa, caracteriza a planície do Danúbio. O governo mantém um programa de reflorestamento para compensar as perdas acarretadas pelas guerras e pela rotação das culturas.
A fauna búlgara se compõe de animais próprios das diversas zonas biogeográficas do centro da Europa. Ursos, cervos, lobos, leopardos etc. se encontram em estado selvagem em reservas naturais.
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